quarta-feira , 13/12/2017
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Tratamento para viciados em internet começa a ser procurado no Brasil

Em 2013 chegamos ao ano previsto pelo “De volta para o futuro”, só que bem mais ousados. Notebooks, tablets, celulares, relógios e várias outras parafernalhas conectadas a uma rede mundial sem fronteiras. A receita para um povo desenvolvido que evoluiu e otimizou os desafios do tempo, certo? Não necessariamente.

A comunicação full time não previa tantos danos á saúde mental, já conhecidos por pessoas consideradas “viciadas”. Ansiedade, depressão, irritação e calafrios são sintomas comuns para qualificar esse grupo de risco. O vício na internet é a nova psicopatologia que ainda não constam nos livros (pelo menos por enquanto).

A auxiliar de cozinha Lucélia Cristina Paes (SP), de 26 anos, está internada há três semanas numa clínica para dependentes químicos, em Araçoiaba da Serra, região de Sorocaba, para curar-se de do vício na internet. Desde que começou a usar a rede virtual, há seis anos, ela passou a aumentar o tempo de conexão até tornar-se totalmente dependente.

O vício a levou a perder o emprego, o marido e até a saúde. Ela conta que começou a usar a internet para pesquisas e acabou fazendo amigos pelo Orkut, depois aderiu ao Facebook e ficava madrugadas inteiras em bate-papos virtuais.

Lucélia chegou ao ponto de esquecer de preparar o almoço para a família e até de levar os filhos para a escola. Depois de várias brigas, o marido decidiu pedir a separação e ela entrou em depressão. A doença acabou aumentando a dependência da internet e Lucélia conta que passou a usar um celular para se manter plugada o tempo todo.

O vício pode ser considerado com sintomas para além de ‘um viciado’, pois o que a mantinha 100% conectada eram as pessoas e redes sociais. Origem essa, responsável por várias outras patologias como narcisismo (graças à exibição na rede), rejeição (pelo reforço não obtido dos amigos) e isolamento.

O caso pode ser enxergado por nós, profissionais da comunicação, como uma patologia social, já antes conhecida pelo capricho de nossos clientes e consumidores. O que a gente não previa era o abuso dos eletrônicos e dinâmicas na internet na qual trabalhamos incessantemente para vender.

Vale a reflexão!

About Cínthia Demaria

Webwriter e Social Media. É jornalista e trabalha como Analista de Mídias Sociais, redatora web e assessora de imprensa digital. Tem experiência em Governo 2.0, comunicação empresarial, mídia digital, eventos e redação de jornais de grande circulação. Twitter: @Cika_Demaria. Confira a apresentação completa dela.

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