terça-feira , 20/02/2018
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Foto: sxc.hu

Caso iPhone: A Apple ganhou? A Gradiente perdeu? Saiba a verdade!

Quanto mais eu penso, mais fácil eu entendo porque tanta gente me odeia, é simples: o melhor jeito de arranjar inimigos sem fazer nada errado é falando a verdade, quanto mais sincero você for, pior é, olha o Luiz Fernando Guimarães (e seu personagem: “super sincero”).

Eu vou ser bem repetitivo, vou dizer quase a mesma coisa que eu já disse em dez/2012, mas agora com fatos consumados e algumas informações adicionais.

Em primeiro lugar, tenho que tirar o chapéu para a Assessora de Imprensa do “iPhone” no Brasil (sim, a Apple tem uma assessora para o produto, por região), pois ela está conseguindo que a mídia publique absurdos como “Apple ganha…” e “Gradiente perde…”, em geral em matérias nas quais qualquer pessoa com 2 neurônios funcionando consegue perceber que a Gradiente não perdeu praticamente nada e a Apple não ganhou nada, pelo contrário, perdeu e muito!

Eu já tinha dito que a melhor opção para a Apple seria um acordo e, se eu fosse a Gradiente, não aceitaria menos de 1 bilhão. Talvez eles tenham tentado receber esse valor (vai saber?), mas a Apple, no alto da sua arrogância, levou o caso para os tribunais e PERDEU.

Agora você deve estar dizendo: “Mas como assim? Eu li que a Apple GANHOU!”.

Sim, você leu certo, ela ganhou o processo em que ela pedia para o INPI considerar a palavra “iphone” SEM EXCLUSIVIDADE. Mas isso é ganhar? Pra uma empresa que tem toda uma estrutura de marketing em cima da “marca” (sic!) iPhone?

Se você já leu meu artigo sobre as marcas SEM EXCLUSIVIDADE, já entendeu o que eu quero dizer, se não leu eu explico de um jeito bem simples:

Quando uma marca é concedida SEM EXCLUSIVIDADE, qualquer um pode registrar a mesma marca, desde que com um logotipo diferente.

Eu disse: QUALQUER UM, então, não estranhem se aparecer um Samsung iPhone por aí – apesar de eu achar que eles não seriam tão sarcásticos assim (eu seria) , mas, se fizerem isso, estarão fazendo absolutamente DENTRO DA LEI. Isso quer dizer, também, que todos os “xing-ling” podem usar iPhone, não precisam mais disfarçar usando “HiPhone” = pra quê? É só criar um logotipo diferente e mandar bala!

Ah, falando em LOGOTIPO, desde quando o iPhone tem um? O que eles têm é o ícone da maçã, tradicional da Apple e um lettering muito do “mequetrefe”!

A decisão no Brasil pode contaminar a marca iPhone no resto do mundo, como eu já havia comentado no outro artigo, e, se isso acontecer, será o maior fiasco corporativo de todos os tempos, daí nem a super assessoria de imprensa do iPhone conseguirá salvar a imagem da Apple.

E vem mais por aí: iWatch (sic!)? Terá o mesmo fim? Eu acho que sim.

Convenhamos, é muita pretensão (ou arrogância) achar que pode pegar uma palavra comum, descritiva, colocar um “i” na frente e ter exclusividade. E vindo de uma empresa tradicionalmente inovadora e de vanguarda é uma contradição enorme cometer um erro de naming ridículo como esse.

A Gradiente perdeu de ganhar uma grana com essa marca, mas a Apple vai perder muito mais com a decisão judicial, aguardem.

 

About Rudinei Modezejewski

Especializado em Propriedade Industrial, com ênfase em marcas e domínios, atuando nessa área desde 1997, trabalha desde 2009 com Marketing Jurídico, sendo que atualmente está se aprimorando em Social Media Marketing (Marketing em Redes Sociais) Twitter: @emarcas. Confira a apresentação completa dele.

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One comment

  1. Bem, tenho que começar dizendo que concordo plenamente com seu pensamento de que a melhor maneira de fazer inimigos é, simplesmente, dizendo a verdade = como as pessoas necessitam de mentiras (coleciono vários inimigos assim – rs).
    Excelente post, muito claro entender tudo pra quem acompanha suas postagens.

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